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 Cronistas

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Sensações Femininas

29/01 d 2014 as 08:58

Há pouco mais de um mês, resolvi mudar de vida, mudar de layout, mudar de cara. Deixei a barba crescer. Homens têm uma relação com suas barbas que vem desde a infância. Todo menino que vê seu pai fazendo a barba, quer fazer o mesmo. Tem aquele lance de se sentir mais velho, do perigo da navalha, do mostrar que pode lidar com coisas perigosas.


 


Os primeiros dias é sempre uma diversão. Usar a barba pinicando e ficar dando beijo nas mulheres e crianças e esfregar seu rosto neles também. Alguns morrem de rir, outros querem morrer. Após duas semanas deixando crescer, eu fui a uma balada em um bar de São Paulo. Acho que a ultima vez que tinha ido a um bar e baladinha, o Lula ainda não era nem aspirante a presidente.


 


E não é que me surpreendi? Na minha época de balada, barba era coisa de velho. Hoje é um item praticamente de serie! Tinham todos os tipos de barba, meio crescidas, novinhas em folha, só bigode, aparada, cavanhaque e bigode, meio raspadinha, Claudia Ohana, barbicha e etc. Naquele momento percebi que eu tinha entrado na moda. Para uma pessoa que se acostumou a usar ternos pretos e camisas brancas, era um salto e tanto!


 


Após cerca de três semanas, chegava a hora de dar o próximo passo. Fazê-la. Eu parecia um naufrago. Estava me sentindo sujo.


 


Em casa ou num cabelereiro? Tentei em casa, mas não tinha a aparelhagem necessária. Liguei pro cabelereiro que costumo ir, mas eles não faziam. Recorri à internet e descobri um lugar que fazia por cem reais. Cem reais?! Acho que a navalha era de ouro! Declinei. Finalmente achei um lugar, perto do meu trabalho.


 


Barbearia bronco. Duas motos estacionadas dentro do estabelecimento vazando óleo no chão. Só revista pornográfica na mesinha de centro. Mobiliário velho. Os barbeiros com tatuagem e peircing em todas as partes do corpo que estavam expostas. Imagina no resto. Uma placa dizia que não cortavam cabelos de mulher.


 


Sentei e esperei um pouco, antes de ser chamado. Nervoso. Não sabia como seria. Logo fui chamado e expliquei minhas necessidades e que era marinheiro de primeira viagem. Claro que aceitei algumas dicas do tatuado. E nem seria louco de não aceitá-las.


 


Ele pega um barbeador, coloca o afastador numero um e manda ver, aparando a dita cuja. Ate então, era o que eu esperava. Mas ai, ele deita a cadeira e joga uma toalha quente em cima do meu rosto. A minha primeira reação foi pensar na digníssima mãe dele, mas dado que estava em menor número que eles, recuei. Fiquei ali. Assimilando o golpe. O calor. Tudo em prol de uma barba bonita e limpa.


 


Ele tirou a toalha e eu me senti no episódio do pica-pau. Foi como se meu rosto saísse junto com a toalha, na barbearia do Leoncio.


 


O barbeiro então pegou a navalha. Entrei em pânico. Cadê a espuma? Sim, tinha espuma. E não é que era quentinha? Ele aparou toda a barba, delineando-a e contornando os traços do meu rosto castigado. Foi um momento que imaginei várias curtidas no Facebook. Eu realmente senti que minha vida estava por um fio, de navalha.


 


Acabando a navalha, tome toalha quente. Mas desta vez estava mais relaxado. Algo havia realmente mudado no meu ser. Estava me sentindo confortável com tudo aquilo. Tirando a parte do episódio do pica-pau, tudo estava muito bom.


 


Um óleo para amaciar, uma loção pra deixar a pele cheirosa. Massagem pra deixar a pele mais suave. Ele levanta a cadeira e diz que estava tudo pronto. Eu olhei para o espelho e vi outra pessoa. Senti uma sensação gostosa. Sensação de beleza. Sensação de limpeza, como se fosse uma mulher. Uma mulher recém-depilada.

Comentários:

    Juvenal Cangussu Alves falou em: 29 DE JANEIRO DE 2014 as 05:36

Engraçado! Eu também tô nessa. Só para variar um puco. Mas também tem o incentivo do meu caçula que também já usa, e quer me ver, igualmente barbudo. Não tanto igualmente, pois tem um contraste: a dele é preta e a minha branca.

Aí aparece alguém que não gostou muito e eu mando disputar no palitinho.

eu sou Juvenal, aquele da crônica: O Poder do número 9.

Abraço a todos

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