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Jogador

18/07 d 2012 as 02:00

Ele caminha, corre, atravessa o limite da linha sempre em busca do seu objetivo. Ele é guerreiro, aguerrido, companheiro e transpõe limites, enfrenta barreiras. Cai e se levanta. Gigante que ginga, engana, mas não desiste. Insiste bravamente. É jogador.


 


E joga gingando, dançando, bailando como num balet, mas não com uma sinfonia. Sua dança é completada pelas palmas e tamborins da plateia que se inebria pela maestria, pois é maestro de suas jogadas, de seus improvisos acrobáticos. Ensaia uma pliè e continua a dançar, sem se cansar. Passo a passo, o dançarino envolve entrelaçando não só com as pernas, mas com o olhar desconcertante. É jogador.


 


É mágico. Tira da cartola lances inusitados de sua mente que gira num entretenimento ilusionista que não ilude, mas diverte. Deixa entretidos aqueles que só sabem admirar o jeito simples, seus trejeitos imitáveis, sua malícia ímpar. Verdadeiros portadores de passes mágicos. Incomparável. É jogador.


 


Só ele, num lapso, é capaz de virar do avesso, de fazer das tripas um coração, de ser admirado e odiado, passando de vilão a herói, de conseguir driblar a Justiça que sempre está vendada em busca do seu objetivo que varia jogada a jogada. É um camaleão. É jogador.


 


Só ele, em sua essência, tem que trabalhar brincando, se divertindo, senão perde a pureza. E como caçoa. E como joga. E como zomba. Tem que ser malicioso, ser jocoso, despretensioso. Ser, o que mais sabe ser: jogador.


 


É poeta. Daqueles que ficam proseando com a zaga, mas já tem todo soneto prontinho na cabeça e só espera o lançamento para arremata-lo de vez e dedicar à amada a jóia da conquista. Canta versos só seus. É único. É jogador.


 


E como é capaz de proezas...


 


Consegue pedalar sem bicicleta. Rompe com regras da física e para no espaço. É lembrado pelos seus feitos e não por aquilo que é. É múltiplo, plural, mas é um só em muitos corações. É jogador.


 


Atropela, pedala, embaralha sem cartear e, às vezes, blefa. Pois é jogador. 

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