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Discurso desgovernado

01/10 d 2014 as 00:18

Não é nada fácil discutir política no Brasil. Não só pela pluralidade de ideias e ideais de cada um, mas, muitas vezes, pela falta de conhecimento sobre política das pessoas. Em cada canto do país, encontram-se os estressados, os rabugentos, os intelectuais, os pseudos-intelecutais, os omissos e covardes e, por último, os preguiçosos acomodados.


 


De todos esses, há quem seja de direita, esquerda, centro isso e aquilo. Todos juntos, misturados num pensamento que não há identidade, só têm uma controvertida e rasa noção do que se é política.


 


E, nesse pensamento raso, controverso e pequeno, há uma dosagem imensa de intolerância. Se você vota nesse candidato, é porque você é burro. Se você vota no outro, é porque você é burguês. Se vota no fulano, é um alienado. Não há um diálogo, minimamente racional, porque um quer enfiar goela abaixo que o seu candidato é melhor que o do outro.


 


Brasileiro discute pouco a política. E, não discute, porque não sabe. E não sabe, porque não quer saber. E não quer saber, porque gosta de tudo mastigado. E, gosta de tudo mastigado, porque não quer pensar. E não quer pensar, pois acredita que o Governo tem que resolver tudo por ele.


 


Não há senhor da razão, mas há diversas razões para se debater, para conversar sem se digladiar.


 


Política não é futebol, onde os níveis de intolerância e selvageria extrapolam o nível mais baixo de humanidade. Não é religião também, onde se espera um único salvador para resolver todas as mazelas do povo. Política não é nem um, nem outro, embora você torça para o seu candidato e tenha fé que ele ganhe.


 


A política deveria ser feita com diálogo, não com imposição; com ideias, não com ilusões; com o povo e não só com os políticos.


 


Há a necessidade não de uma nova política e nem da continuidade da velha política brasileira. O que se precisa é, de fato, fazer. Tem que haver pouco marketing, menos gastos em campanha e mais corpo-a-corpo, mais cara-a-cara com o eleitor. Política não se faz, somente, em gabinete atrás de pilhas de papéis para assinar. Político tem que estar na rua.


 


Não é só o candidato do outro que diz asneiras. O seu também fala. Não é só o candidato do outro quem tem ideias mirabolantes. O seu também não vai a fundo nas promessas.


 


Não é diminuindo o outro, que se consegue provar que é melhor. Às vezes, pode ser que seja igual ou inferior.


 


O debate está aberto, e ainda há tempo de analisar antes de decidir o que dará mais certo para o país.

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