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A virtude do erro

07/02 de 2012 às 22:10

Impressionante como as pessoas têm medo de errar e, vira e mexe, acabam errando mais por medo do que pela atitude em si. Vivemos no poço da ansiedade, ansiosos pelo nada, pelo abstrato, pelo amanhã, enquanto deixamos de viver o hoje, o agora, o concreto.


 


Eu erro. Não tenho vergonha de dizer. Quase todo o dia dou uma "ratiada" por aí. Claro que não erro de propósito, com negligência, imprudência ou imperícia, mas o fato é que erramos. E como é bom errar. O erro nos faz crescer, nos faz perceber o quanto precisamos aprender e, esse aprendizado, é diário, constante...


 


O erro faz parte (!) da vida, assim como respirar. Não há pessoa no mundo que tenha cem por cento de êxito em tudo o que se propõe a fazer. Isso é humanamente impossível. Claro que buscamos o acerto em tudo, principalmente quando o assunto é profissional. O duro é quando "falhamos" em algo que prejudica algum projeto. Ficamos mal, dá aquela angústia, aquele frio na barriga, aquela vontade de cavar um buraco no meio do chão e ficar como avestruz, fugir pra Fernando de Noronha.


 


Fugir...


 


E como fugimos dos nossos erros, como omitimos, por vaidade, orgulho ou ego ferido a nossa falha, nossa culpa, nossos erros. Omitimos pela necessidade de provar aos outros que somos bons, que somos capazes, que não somos impotentes ao que nos rodeia. Esquecemos, corriqueiramente, que somos, antes de qualquer coisa, seres humanos. Não temos obrigação nenhuma em acertar sempre, pois estamos em busca da evolução, em busca da Verdade única, em busca, principalmente, da felicidade. Não uma felicidade egoísta e mesquinha, mas a felicidade universal de paz interior, que é o que mais necessitamos.


 


Necessitamos de respostas aos nossos erros que, sempre alguém tem. E, impressionantemente, aparece um fulano com a fórmula mágica pra nossas falhas, dizendo: "Se eu fosse você...". Gente, esqueçam disso. Ninguém melhor do que nós pra saber do remédio EXATO aos nossos erros. Nossa consciência grita num silêncio oco, mas nunca ouvimos. Quantos ouvidos um homem deve ter pra se ouvir, já que dois não bastam?! Se ouvíssemos um pouco mais o que dizemos aos outros, erraríamos menos e, conseqüentemente, não lotaríamos os consultórios psiquiátricos com neuroses que criamos do nada, do além de nossa míope imaginação.


 


O pior do erro é não superá-lo, é não conseguir dar vazão, depois, aos sentimentos que culminaram nisso.


 


Sou um errante como você também é. E sei que continuarei errando, separando o verbo de sujeito para que sua respiração, leitor, seja da maneira como quero que seja, dando o valor exato a cada palavra escrita aqui.


 


Certa vez, quando ainda fazia judô, apanhei feito um condenado. A todo momento estava lá eu no tatame. Na hora que acabou meu martírio, veio o mestre e disse: "Quem cai aqui, não cai no campeonato.". Por isso, quem aprende com o erro por si, sabe encontrar mais rápido a solução.


 


Erros acontecem, soluções encontramos. Por isso, erre, mas erre bem! Faça do seu erro o melhor aprendizado para o resto da vida e, não tenha medo de cair, pois você tem duas mãos pra se levantar e começar tudo de novo.

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