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É Rapport?

15/02 de 2012 às 23:33

Eu cheguei a estudar psicologia na faculdade, mas isso já faz tempo e eu não lembro direito dos termos corretos. Também já fiz terapias e me prestei de cobaia pra trabalhos de faculdade de Psicologia, mas também não sobrou muita coisa aqui nos meus arquivos mentais.


 


De qualquer maneira me lembrei de rapport. Palavra bonita, pomposa, deve vir do francês e a pronúncia deve ser rapórrrr. Deve. Rapport, se não me falha a cachola, é aquela coisa engraçada que acontece quando você faz alguma coisa e todo mundo que está perto faz também. Experimente bocejar. Todo mundo começa a abrir a boca de sono também. Batata.


 


Ou então quando estiver conversando com um grupinho de pessoas, cruze os braços. A galera sai cruzando também. É hilário.


 


O que tem me acontecido é algo parecido com isso, mas não exatamente. Os psicólogos e psicólogas de plantão que me corrijam e me ensinem o nome da coisa. Exemplo: quando a menina e o menino não tomam as devidas precauções ou acontece algum acidente de percurso, e o fantasma da gravidez fica na cabeça, os pombinhos começam a perceber nas ruas uma quantidade surreal de mulheres grávidas. Só pra atormentar. Provavelmente você já passou por isso e sabe do que estou falando.


 


Ou lembrar de repente de alguém que faz anos que você não vê e ao virar a esquina um tropeça no outro.


 


Então, comigo está acontecendo algo bem parecido, mas aparentemente não provoquei nada. Nem por descuido nem por lembrança.


 


Muitas coisas do meu passado estão aparecendo na minha frente de forma assustadora. Pessoas, lugares, cheiros, coisas. Eu não procuro, juro pra você.


 


John Michael Osbourne disse poeticamente certa vez: Os destroços do meu passado continuam me caçando. Eu não diria destroços, uma vez que meu passado foi bem diferente e mil vezes mais comportado do que o do velho Ozzy. Mas essa coisa de que está me caçando é verdade.


 


Você está muito apegado ao que passou! – Dirão alguns mais ousados.


 


Você não está vivendo o presente! – Dirão outros mais práticos.


 


Você tem que olhar para o futuro! – Dirão os mais esotéricos.


 


Bobagem. Se não sou emocionalmente estável, também não fico de picuinha com passados presentes e futuros. No passado eu me garanti que no futuro escreveria a palavra picuinha, coisa que fiz presentemente. Picuinha, legal essa.


 


Pode ser que seja uma simples e tola coincidência. Coincidências acontecem sempre, sem maquinismo nenhum por trás. Não quer dizer nada, não é um sinal de nada, não quer dizer que pode me estar acontecendo x ou y.


 


Vivi um monte de coisas e estou numa época de topar com algumas por aí. Dá certa adrenalina, mas deve ser normal.


 


Pode chamar coincidência, rapport ou nenhum desses. Mas aposto que deve ter um nome pomposo, talvez composto, com psis, multis e ências. Se alguém souber, faça o favor.

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