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Devaneios de 1° de maio

13/02 d 2012 as 20:39

Eu juro para vocês que eu tenho vários assuntos para abordar nesse exíguo espaço a mim destinado. Eu poderia escrever sobre as eleições na Argentina (o Menem está no páreo, acreditam?), poderia escrever sobre o Nelson Mandela, ou sobre a Heloísa Helena, ou sobre o cabelo dos japoneses, ou sobre as pernas da nova recepcionista da empresa onde eu trabalho, poderia escrever sobre o céu, a água ou o raio que o parta, mas não posso evitar o lugar-comum desta vez. Hoje é dia 1° de maio e eu, juntamente com toda a imprensa mundial, vou lembrar de um sujeitinho que resolveu morrer há exatos nove anos.


 


Tudo bem, ele não resolveu. Resolveram por ele.


 


Mas não vou ser chato e ficar martirizando o rapaz, idolatrando, endeusando, ou qualquer coisa assim. Vou entregar-me aos meus costumeiros devaneios.


 


Vamos supor que o piloto em questão, tivesse conseguido fazer aquela curva. Ele ocupava a primeira colocação e, provavelmente teria ficado ali até o final. O Alemão, que vinha atrás, talvez estivesse atrás até hoje.


 


Mas é bem mais provável que o cidadão já tivesse se aposentado hoje em dia. O que ele estaria fazendo?


 


Talvez fosse garoto-propaganda do Fome Zero. Ou então seria Ministro dos Esportes! Com certeza ele teria sido convidado para dirigir o Rolls-Royce presidencial na posse do Lula. Certamente o carro teria conseguido subir aquela rampa.


 


Se ele fizesse a curva, não veríamos a Adriane Galisteu na Playboy, mas em compensação não precisaríamos agüentá-la apresentando um programinha ao lado de um clone moderno do Clóvis Bornay. Não é show.


 


A Sacha seria meio orelhudinha.


 


O Barrichello, sem as pressões de substituir o insubstituível, atualmente seria bi-campeão e o carro do Alemão só quebraria, pararia por falta de combustível, ficaria sem rádio, essas coisas.


 


A Rodovia dos Trabalhadores continuaria se chamando Rodovia dos Trabalhadores. Curiosa coincidência com o 1° de maio – dia do trabalho.


 


Se ele conseguisse fazer aquela curva, talvez a curva ainda existisse. E o muro também.


 


Não teríamos vontade de chorar toda vez que toca aquela musiquinha da vitória nem quando vimos um capacete amarelo-ovo.


 


E eu poderia tranqüilamente escrever sobre as pernas da recepcionista ou sobre o Carlos Menem sem sentir essa coisa estranha que todo ano um monte de gente sente em várias partes do mundo.


 


Mas são só devaneios...

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