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Hipocrisia operário-elitista

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Há muito ensaio sobre o que escrever sobre o momento político em que o Brasil passa. E antes da exposição de asneiras, em que as pessoas me abandonariam logo no primeiro parágrafo, optei pela reflexão. E isso não significa que eu seja algum gênio da ciência política ou, ainda, tenha chegado a alguma conclusão. Até porque, nosso país é mestre inconcluso.

Para não dizer que não falei das flores e deixei de expressar qualquer sensação ante esse ‘nós contra eles’, escrevi no facebook: Você pode ser de esquerda, de direita, de centro, de umbanda, republicano, monarquista, democrata, anarquista, até monarquista republicano mas, POR FAVOR, não seja CHATO e ignorante.

E nessa linha da chatice e ignorância, pensei no lema do atual/passado governo: Brasil, Pátria Educadora.

Cento e quinze por cento das pessoas com quem converso diz que a solução para o país sair da crise é EDUCAÇÃO. Taca educação no povão, que teremos um país com mesóclise. Enfie goela abaixo educação no brasileiro, que ele conseguirá interpretar Dom Casmurro sem auxílio dos resumos enxutos dos livros de bolso.

Brasileiro que se prese, não sabe interpretar texto por vocação. Não basta achar que tem que investir em educação se as pessoas não querem TER educação. É o mesmo que colocarmos o Pepe Guardiola na seleção brasileira e os jogadores só pensarem em chuteiras coloridas.

Falta raça. Falta ‘olho de tigre’. E, pelo que parece, perdemos o brio. Ou, nunca o tivemos... Para estudar.

Pensar que nosso problema é só Educação e não saber o que ela é reflete nossa pequenez. É pouco. É ínfimo. É, apenas, condenar as pessoas ao subdesenvolvimento de sua capacidade individual e intelectual a qual estamos condenados há anos.

O país e as pessoas precisam de mais. Porém, nem esse ‘mais’, elas sabem o que ‘é’.

Tem geração gritando a todas as pontas da Rosa dos Ventos, que é um absurdo não termos mais EMC (Educação Moral e Cívica) e OSPB (Organização Social e Política Brasileira) na grade curricular. Mas, quais dessas pessoas, realmente, deram importância a essas matérias quando estudaram? Ou melhor: Quantos professores deram o devido valor ao pensar(!) o civismo e à organização política brasileira? Ademais, são matérias filhas da Ditadura. Que geriram uma sociedade reacionária e não revolucionária.

A revolução educacional não começa na sala de aula com alunos e professores; nem com boletos e pagamentos; nem com listas de presenças e assinaturas. Ela dá início quando a Universidade Pública serve à maioria e não se restringe a um grupo seleto.

Esse modelo perverso da universidade pública, que não serve à maioria, precisa mudar urgente. E isso não quer dizer que, quem tenha recursos não possa estudar numa USP ou UNICAMP ou UNESP ou qualquer Universidade Federal ou Estadual. Isso significa que: Se você tem recursos, você pagará por isso, afinal, há pessoas que não tem recursos e pagam universidades particulares. Com isso, o Estado poderia investir em outras áreas, em pesquisas e em dar estudo a quem, de fato, precisa.

Democratizar a educação é fazer com quem todos tenham a mesma oportunidade e que contribuam com seu quinhão de responsabilidade, passando pelos mesmos testes.

Infelizmente, não será o atual/passado governo, o do “Brasil, Pátria Educadora”, quem fará isso. Afinal, “somos os filhos da revolução” e ela ficou lá atrás, tão distante que nem nos lembramos mais.

    Autor: Ronnie Vitorino