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Ah, o Amor

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A essência do ser humano é esse sentimento. Amamos por amar. O amar está além das vãs filosofias, está lá numa prateleira, esperando para que você possa pegar, ler, sentir e se permitir. Cheirar e degustar. Sem pressa.


 


Às vezes acha-se que ele é aparência, mas não há nada, nada melhor do que conhecer o seu amor: O próprio, o por si, o querer estar consigo mesmo para, aí sim, poder se doar ao outro. Por completo...


 


Amor é essência. E é essencial.


 


Doar-se também é amar. Inclusive, a maneira mais bonita de amar é se doar. É estar presente, mesmo que ausente, num pensamento que move e comove. Simplesmente, transcende. Viaja e divaga.


 


O Amor não é cheio de faces, facetas, caras, bocas e rótulos. Ele é único. Pretérito e perfeito. Futuro e presente. Ele é único. E está aqui. Está aí também. Batendo, latejando, pulsando, sangrando e suplicando.


 


Ele não é só um sentimento. É um estado de espírito, que caminha lado a lado com a felicidade. Entidades que não se dissociam, mas se completam.


 


Amar é caminhar lado a lado. É ver as pegadas cravadas na areia juntos e não um na frente do outro. Amar é se sentir completo, repleto e extasiado com o cálice da pureza de sentir e se entregar ao desconhecido.


 


Amar é acreditar que dará certo, mesmo na incerteza da inexistência de um Amor. É não esperar do outro, mas estar de prontidão sem submissão.


 


O substantivo do Amor se verbaliza no amar o outro. E se completa no desejo da carne, do toque e da compreensão.


 


O Amor é mais do que uma palavra jogada ao vento. É um singelo gesto, uma preocupação, uma dedicação do fazer o bem, de querer estar bom.


 


Amar é se sentir completo. Realizado consigo mesmo no outro. É saber não projetar, mas fazer parte. É estar feliz por cooperar. É ver a beleza no nada. É ter-se tudo sem posse nenhuma. É não ter a matéria, mas seguir a filosofia. É saber fazer uma história, e não apenas contar. É ser coadjuvante, pois o Amor está nas entrelinhas.


 


A meta não é o Amor, mas o princípio de princípios básicos para amar.


 


O Amor é um riacho que corre numa só direção e deságua no oceano. É o arco-íris que cobre e colore o céu da vida. É uma epidemia, uma alegria contagiante. Quem ama, sem sombra de dúvidas, transmite felicidade e compartilha, curte e cutuca o outro.


 


O Amor é nobre e não tem título, mas é real. E está na imaginação e na vida dos loucos e sedentos, que se inebriam com ele. É, de fato, o elixir da vida. O combustível que nos faz viver.


 


O Amor não vai, ele chega. Não vaga, mas encontra. Não grita, apenas sussurra. Ele é o sujeito dos predicados do outro que só quem ama vê.


 


Amar é se zangar, mas saber perdoar na hora exata. É ter a dosagem certa de querer uma vida só sem sufocar o outro.


 


Sentir Amor é só com o tempo. E sempre há tempo, de sobra, para quem quer amar e se sentir amado.

    Autor: Ronnie Vitorino