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 Cronistas

Sou psicanalista por opção, mãe por vocação e ultimamente tenho passado o tempo rabiscando em voz alta.


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Uma certa primavera brasileira

28/06 d 2013 as 03:01

Quando você caro (a) leitor (a) estiver a ler essa crônica ainda é inverno no Brasil, mas os brasileiros resolveram antecipar uma das estações do ano, a primavera. Tudo para poder modificar e até mesmo apelidar uma parte da sua história, apesar de que as mudanças aqui expostas se iniciaram no outono. Essa primavera é simples, pois só há quatro flores: uma amarela, uma azul, uma branca e a outra verde, tal e qual as cores da nossa bandeira.

Inicialmente, cumpre destacar que a primavera brasileira nada mais é do que o movimento que buscou transparência da democracia, tal ocorreu na primavera árabe em países como: Argélia, Egito, Líbia e Tunísia. Lá era primavera de verdade, já no Brasil era a transição do outono para o inverno. Atualmente, pode-se dizer que esse movimento democrático apresenta forte e significativas mudanças por onde passa, logo com o Brasil, não foi, não é e nem será diferente.

Acontece que o povo foi para as ruas, não exatamente para distribuir flores, pois nossas verdadeiras flores ainda irão nascer, brotar e florir, mas para protestar. É que as manifestações que tomaram as ruas das maiores cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, tem muitas semelhanças com a primavera árabe e com o movimento de protesto que acontece na Turquia. Elas mostram que estamos inseridos neste admirável mundo novo do século XXI e nossos governantes terão que se adaptar aos novos tempos. Coisa que eles já estão tentando fazer, antes que o prejuízo seja ainda maior.

No Brasil, a democracia já existia, porém o respeito para com seus filhos parece ter desaparecido, ou então, ter sido levado pelo vento como as folhas que caem das árvores em pleno outono. O que se viu no Brasil foram umas séries de indagações proporcionando um verdadeiro espetáculo de democracia, afinal os movimentos populares que se têm registro no país são de 1992, quando a população retirou o presidente Collor do poder em uma verdadeira primavera, afinal era 29 de Setembro.

Nesse atual movimento, tudo começou por conta de R$ 0,20 que seria cobrado a mais no aumento da passagem do ônibus na cidade de São Paulo. Esse ato tornou-se símbolo do descontentamento da população que deu origem à primeira manifestação. Depois, a onda de contestação popular manifestou-se por tantas outras cidades brasileiras de grande e pequeno porte. Quando as manifestações passaram para outras cidades, os contextos eram diferentes, mas milhões de pessoas saíram às ruas para dizer: “O gigante acordou”.

A onda de contestação popular manifestou-se e de repente, a população brasileira ecoava o Hino Nacional pelas principais praças e avenidas das cidades. O branco era uma espécie de farda para aquela legião do bem, e os cartazes com múltiplos dizeres eram mensagens de esperança e calmaria para as futuras mudanças do país.

Paralelamente as essas manifestações, ocorria a Copa das Confederações, logo o brasileiro que é tido como louco por futebol, deixou esse esporte de lado e foi em busca de seus ideais, admite-se que se tratou de algo totalmente inédito.

Na íntegra, os brasileiros foram em busca de valores perdidos que tiveram um dia, porém, o vento os levou. Tentaram a qualquer custo, ir em busca de novos valores tais como: seriedade, dignidade, ética e moral. Almejaram um país melhor, pois estavam todos cansados da ditadura tributária que de certa forma foi imposta indiretamente, dos juros elevadíssimos dos bancos, dos cartões de crédito, do custo de vida super alto, da ausência da segurança, algo que por sinal é dever do Estado e este parece não compreender, de ver hospitais sucateados e pessoas morrendo em seus corredores, de assistirem a cada dia, uma polícia desestabilizada, uma educação que só existe na essência da palavra, ou seja, encravada em uma página de um simples dicionário, de ver rodovias e avenidas esburacadas e um Congresso inexpressivo dizendo amém a tudo, onde homens e mulheres brincam de legislar. E por fim, todos juntos tentaram cavar um buraco bem fundo, não para enterrar uma nova semente para que viesse brotar em outra estação qualquer, mas sim, para esconder uma fruta pobre e fétida chamada corrupção.

Aqui termino essa singela crônica de mais um capítulo histórico da vida dos brasileiros, e finalizo mesmo no inverno, mas quem sabe se quando a verdadeira primavera chegar em setembro, não estejam os brasileiros felizes da vida a colher lindas flores que foram plantadas em uma estação tão diferente. Aliás, sementes são plantadas e regadas, a fim de crescerem para um dia poder dar flores e depois colherem bons frutos. Frutos esses que devem ser colhidos com respeito e dignidade por toda sociedade, que só almejou um país melhor para todos.


 


Gilney Tosta, Professor Universitário - Salvador/BA

Comentários:

    Raimundo Ramos falou em: 24 DE JULHO DE 2013 as 22:24
Parabéns amigo, és muito feliz, verdadeiro, claro e objetivo, o singelo trás verdades e quando as verdades aparecem um novo momento de paz, harmônia, contentamento, altruísmo e alteridade florescem como as flores na primavera, exala-se o cheiro da equidade, justiça, tolerância e igualdade. Que vá o inverno e venham as primas-veras temporais e ideológicas

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