Cronistas
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Coisas de Osasco

12/03 de 2012 às 23:33

Osasco, cidade trabalho. Quem sabe esse slogan diz a verdade mesmo. A única verdade é que em Osasco acontecem as cenas mais estapafúrdias que conheço. Talvez seja pelo número imenso de etnias, ou até mesmo por simplesmente ser Osasco.

Osasco não é somente conhecida pela greve durante o período da ditadura militar, em que os operários invadiram a Catedral de Santo Antônio para se esconderem da opressão sofrida nessa época, mas também pela lamentável e tampouco menos esperada explosão do Osasco Plaza Shopping e da Igreja Universal, ambas no centro de Osasco.

Falando no centro, estava eu dentro de um ônibus passando pela avenida principal de Osasco, a Dona Primitiva Viancco, e protagonizei umas das várias cenas que somente ocorrem em Osasco, estava observando de camarote: um homem no auge dos seus trinta e poucos anos estava literalmente no meio do ponto do ônibus, lotado, inclusive tinha um monte de pessoas entrando no ônibus, com o seu membro, órgão sexual, piu-piu ou algo do tipo, realmente de fora urinando na junta do chão com a parede de uma das lojas. Ele não estava inibido com a situação, e de repente, a cena mais bizarra, deu uma balançada no membro para um lado e para o outro, gotejando urina a quem estivesse em seu redor. Confesso que senti nojo e dó das pessoas atingidas.

Que homem nunca urinou na perna sem querer? Onde mais aconteceria esse fato? Em Osasco.

Mas a cena do ônibus não parou por aí, depois do gritante acontecimento, voltei minha atenção para ônibus, na qual a última passageira pagava a passagem com uma nota de R$ 5,00. O cobrador olhou demoradamente a nota contra a luz, e disse a frase que eu tanto temia: "A nota é falsa, dona" Só queria saber quem é que falsificaria uma nota de R$ 5,00. Só em Osasco alguém falsificaria uma nota de R$ 5,00 e só em Osasco alguém perceberia que falsificaram a nota. O sangue me subiu à cabeça e quase tive um ataque do coração, meu Deus do céu, o que eu estava presenciando? Só depois de uma pesquisa com todos os passageiros do ônibus, o cobrador deixou essa encanação de lado e cedeu à pressão da mulher. Eu, como um bom morador de Osasco, respondi para o cobrador que a nota realmente era falsa, lógico.

Ainda essa semana, passando em frente ao Teatro Municipal (de Osasco, lógico!), vi uma cena que me fez refletir: um homem em cima de um carro, com um microfone tentando animar a galera. Mas espera aí, que galera?!

Tinha um pessoal no ponto de ônibus nem ligando para o infeliz, estavam de costas para a cena. Sorte deles. O homem gritava "Quem vai ganhar uma camiseta agora?! Quem vai?", e ninguém olhando. Carros passando, o pessoal do ponto de ônibus nem notando a animação e o cara sozinho. Uma pergunta me veio à cabeça: Será que ele foi pago para fazer isso? Se ele foi pago, foi o governo de Osasco que arranjou um animador de festas que nem esse para animar a galera do sinal em frente ao teatro.

Não é à toa que Osasco tem fama, por que é nela que acontecem as muitas histórias bizarras que conheço. As únicas que me vêm à memória são essas, pois aconteceram nos últimos dois dias, mas sempre tem uma novidade em Osasco, a "Cidade Trabalho" não pára. Realmente, Osasco é única. E é por essas e outras que a é o único lugar à altura para servir de alvo das pegadinhas do programa "SuperPop", da Luciana Gimenez, mas isso fica para outra crônica.

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